Líquidos e superficiais. Essas duas palavras definem com exatidão o tipo de relacionamento que a maioria das pessoas querem hoje em dia. Não me refiro apenas ao relacionamento homem-mulher, refiro-me aos relacionamentos em geral.
Tratamos as pessoas tal qual tratamos um copo descartável. Conhecemos tanta gente e, ao mesmo tempo, não conhecemos ninguém. Falta profundidade.
Acho maravilhosa a imagem da Santa Ceia. O judeu, quando convida alguém para comer em sua casa, está querendo dizer: “Você é um grande amigo; gostaria de compartilhar um pedaço especial de minha vida com você!”.
Cristo, na Santa Ceia, demonstrou um modelo de relacionamento totalmente diferente do que vemos hoje. Ele, no compartilhar do pão com os discípulos, estava querendo dizer “Vocês são meus amigos”. O pão é a metáfora da vida. O compartilhar do pão é o compartilhar da vida. Daí a palavra companheiro, que é aquele com quem se compartilha o pão.
Temos uma visão, muitas vezes, tão dogmatizada da Santa Ceia e, por isso, perdemos a essência. A ceia é para ser vivida todos os dias. Nesse mundo tão caótico é necessário mais profundiade nos relacionamentos, mais compartilhar do pão.
Conto nos dedos o número de amigos que sei que posso compartilhar qualquer coisa de minha vida.
O pior de tudo é que as pessoas não percebem isso, que a maioria dos seus relacionamentos são superficiais e baseados em troca de interesses. E, assim, permanecem inertes. Vivendo aquela solidão que o Vinícius uma vez falou:
“Não, a maior solidão é a do ser que não ama.
A maior solidão é a do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana. A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, e que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro. O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e de ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.”
Vinícius de Moraes
Saiamos da bolha de egoísmo e aprofundemos nossos relacionamentos, assim como Ele nos demonstrou.
Uma ótima semana pra vocês!
(Felipe Santiago)

:O
feeelipeee :O
ahsuashuashuash eu n sabia q tinha um blog.
nerd *-*
own, gostei *-*
q
Bravo! Parabéns, Fe. Perceber que relacionar-se é viver é descobrir o motor da vida.
Espero ser contado entre os amigos que podes confiar.
Bjo no coração! =)
Belo texto!
Relacionamentos, todos, talvez a parte mais difícil da vida.
E também a mais enriquecedora.
Só na convivência podemos crescer.
Vendo o outro, nos vemos.
E nos vendo, aprendemos, melhoramos, evoluímos.
Belíssimo texto e profundo também! Ameei